segunda-feira, 18 de junho de 2012

SINDICATO QUER PUBLICAÇÃO DE NOVA LISTA DE PROGRESSÕES


O governo do Estado ainda não anunciou a relação com as novas progressões do magistério estadual prometidas para o mês de junho. De acordo com o compromisso assumido em abril deste ano com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), o governo deve conceder oito mil progressões, escalonadas até o final de 2012.
O compromisso do governo é publicar uma lista mensal, até o final do ano, levando em conta o critério de tempo de serviço na rede. Os professores com maior tempo de trabalho e maior idade têm prioridade na progressão.
Segundo o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro, o governo deve tratar com seriedade a concessão do benefício, uma conquista da categoria, que deve ser um instrumento de valorização da carreira dos trabalhadores em educação, porém se transformou numa ferramenta para fazer marketing político. “Os últimos governos utilizaram as progressões para realizar grandes eventos com o papel eleitoreiro”, lembra.
Ainda de acordo com o dirigente, a progressão é um dos principais direitos dos educadores, mas tem significado um fator negativo e desestimulante na carreira, diante da demora na concessão. Desde 2006, o governo do Estado vem acumulando aproximadamente 24 mil progressões. “Não vamos permitir essa prática com o novo Estatuto do Educador”, ressalta.
Na próxima terça-feira, 19, os dirigentes do Sinproesemma vão cobrar, em reunião com o secretário de Estado da Educação, João Bringel, a lista de progressões de junho. “Queremos uma resposta satisfatória. As 500 progressões concedidas em maio são insuficientes e ínfimas” afirma.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

CIDADÃO GRAJAUENSE

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), foi muito cumprimentado por ter recebido o título de Cidadão de Grajaú, na semana passada.

Quais Produtos Compõem a Cesta Básica?


São 13 alimentos: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. No Brasil, a quantidade de cada ingrediente varia de acordo com a tradição alimentar de três grandes áreas do país: a Região Sudeste, as regiões Sul/Centro-Oeste e as regiões Norte/Nordeste. Mas não espere encontrar exatamente esses ingredientes nos kits que as empresas distribuem aos funcionários. "Os cardápios das cestas de alimentos são definidos em acordos entre patrões e empregados e têm pouco a ver com essa lista", afirma o economista José Maurício Soares, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Então, para que serve a cesta básica? "Ela é um conceito abstrato, que mede se o poder de compra do salário mínimo consegue suprir as necessidades alimentares básicas de uma pessoa durante um mês", diz a socióloga Claudia Garcia Magalhães, da Prefeitura de São Paulo. Além de não ser um banquete, a cesta é fraca em certos nutrientes: ela não atende plenamente às necessidades de vitaminas e minerais, encontrados em frutas, verduras e legumes.
Rango minguadoCriada para suprir necessidades mínimas, lista de 13 produtos não tem vitaminas e minerais suficientes
PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL
(6 kg de carne, 7,5 litros de leite)
Carne e leite são os grandes provedores de proteínas. Esse nutriente ajuda a formar e a manter os músculos, os ossos, o sangue, os órgãos internos, a pele e o cérebro. Tudo porque as proteínas são essenciais para construir novas células, promovendo o crescimento e aumentando a resistência do organismo às doenças
GRÃOS
(3 kg de arroz, 4,5 kg de feijão e 1,5 kg de farinha de trigo)
Na cesta básica, a mistura mais popular da alimentação brasileira tem como função primordial fornecer carboidratos, os "combustíveis" que mandam energia para o organismo
PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS
(600 g de café, 900 ml de óleo, 750 g de manteiga, 3 kg de açúcar, 6 kg de pão)
O óleo e a manteiga, principais produtos industrializados da cesta, não são só fonte de gordura. A função nutricional deles é nobre: eles transportam as vitaminas A, D, E e K por todo o corpo, protegendo os órgãos vitais e o organismo contra a perda excessiva de calor
LEGUMES E FRUTAS
(6 kg de batata, 9 kg de tomate, 7 dúzias e meia de banana)
Essa classe de alimentos ajuda a suprir a necessidade que o organismo tem de fibras. O sistema digestivo agradece: as fibras, apesar de não possuírem valor nutritivo ou energético, tornam a absorção da comida mais fácil e completa
Fonte: Katley Scarparo Morini, nutricionista do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo
Obs.: Quantidades mensais, levando em conta a cesta básica do Sudeste do Brasil
Cardápios regionais...
Lista da cesta básica varia de acordo com os costumes locais
CARNE
No Sul/Centro-Oeste: 6,6 kg
No Norte/Nordeste: 4,5 kg
Por causa da tradição local e das baixas temperaturas no Sul, a cesta básica da região tem mais carne e mais calorias que a das outras regiões
FARINHA
No Norte/Nordeste: 3 kg
No Sudeste: 1,5 kg
Os hábitos de nortistas e nordestinos explicam a predileção por farinha, mas o excesso desse alimento pode elevar a taxa de triglicérides no sangue
BATATA
No Sudeste: 6 kg
No Norte/Nordeste: não tem
O Norte/Nordeste não tem batata, mas ganha na quantidade de tomate: são 12 kg, contra 9 kg nas outras regiões
...E internacionais
Cesta italiana tem bebida alcoólica
VINHO
Itália: uma garrafa
Brasil: não tem
Nos países desenvolvidos, o poder de compra é maior e a cesta básica tem espaço para itens mais refinados. Os italianos, por exemplo, bebem vinho, enquanto os ingleses têm direito a chá
Fonte: Dieese

IMESC Divulga Valor da Cesta Básica de Maio de 2012



FOTO_CESTA_BASICAO valor da Cesta Básica calculado pelo Instituto Maranhense Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC) para o município de São Luís foi de R$ 213,54 no mês de maio de 2012. O cálculo foi feito com base no Decreto Lei 399 de 30 de abril de 1938 que fundamenta o salário mínimo e que estabelece os produtos, assim como suas respectivas quantidades que equivalem a Ração Essencial Mínima capaz de alimentar um trabalhador em idade adulta.
Comparando com o mês anterior (abr/12), o conjunto de gêneros alimentícios essenciais apresentou um aumento de R$ 9,50, ou seja, uma variação de 4,7%. Entre os 12 (doze) produtos que compõem a cesta, (10) apresentaram alta em seus preços médios: a farinha (13,1%), o tomate (10,9%), a carne (5,2%), o feijão (5,1%), a manteiga (4,9%), o arroz (3,9%), a banana (3,8%), o leite (3,2%) e o óleo (1,5%). Apenas (01) item sofreu queda: o açúcar (-0,8%) e o café permaneceu com a mesma variação. Para adquirir os produtos que compõem a cesta, o trabalhador que ganha um salário mínimo, precisou comprometer 34,3 % da sua renda no mês de maio de 2012.
Em outras palavras, tomando como base uma jornada de trabalho de 220 horas, o trabalhador precisou laborar 75 horas e 31 minutos para obter um montante equivalente ao valor da cesta. Deste modo, apenas 65,7% do salário estaria disponível para outras despesas como: habitação, vestuário, transporte, higiene, lazer, etc.

domingo, 3 de junho de 2012

Em dez anos, 2012 já é o ano mais violento para jornalistas


SOB RISCO DE MORTE
Desde a execução de Tim Lopes, em 2002, 21 profissionais foram assassinados; quatro foram mortos este ano – entre eles, o jornalista maranhense Décio Sá
Em apenas cinco meses (janeiro a maio), 2012 já é o ano mais violento para jornalistas brasileiros desde o assassinato de Arcanjo Antonino Lopes do Nascimento, o Tim Lopes, cuja morte completou 10 anos ontem (2). Conforme a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), quatro profissionais foram mortos no país, neste ano, em crimes relacionados ao exercício da atividade, mesmo número registrado em todo o ano de 2011.
As oito mortes neste último ano e meio totalizam quase 40% dos 21 assassinatos de jornalistas cometidos desde 2002, ano da execução, por traficantes, de Tim Lopes, jornalista da Rede Globo, no Complexo do Alemão, no Rio.
“É uma ameaça à liberdade de expressão. Quando se cala um jornalista quem sofre é a sociedade”, diz o presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Marcelo Moreira, organização criada no mesmo ano da morte de Tim Lopes.
Na quinta e na sexta-feira, a entidade esteve à frente de um seminário que debateu a cobertura em situações de risco. “A violência, no país, tem naturezas distintas: há traficantes de atacado na fronteira e tiroteios nas favelas do Rio”, disse Moreira. Mas, ressalta o jornalista, há uma ameaça menos visível: crimes políticos cometidos em pequenas cidades. “Os quatro jornalistas mortos neste ano foram vítimas de crimes desse tipo.”
O caso mais recente no país é o do jornalista Aldenísio Décio Leite de Sá, 42 anos, de O Estado do Maranhão (jornal da família Sarney), executado em São Luís no último dia 23 de abril. Repórter político responsável por um blog controverso, Décio Sá foi morto com seis tiros de pistola ponto 40, no bar “Estrela do Mar”, na Avenida Litorânea (orla de São Luís).
Além de Décio Sá, foram mortos neste ano, no Brasil, outros três jornalistas:
. O radialista Laércio de Souza, de 40 anos, que trabalhava na emissora baiana Sucesso, de Camaçari. Laércio foi executado a tiros no dia 3 de janeiro, no Bairro de Jardim Renatão, no município de Simões Filho (Região Metropolitana de Salvador).
O radialista estava trabalhando em um terreno de sua propriedade, no Jardim Renatão, quando dois homens chegaram armados, por volta das 13h45.
A vítima ainda tentou escapar, correndo em direção à casa de um vizinho, mas os matadores o alcançaram e o alvejaram várias vezes.
Filiado ao PSL, o radialista vinha trabalhando a sua pré-candidatura a vereador no município de Simões Filho.
. O jornalista Mário Randolfo Marques Lopes, de 50 anos, chefe de reportagem do site “Vassouras na Net”, baseado na cidade de Vassouras (sul do Rio de Janeiro).
Randolfo foi morto com um tiro na cabeça na madrugada de 9 de fevereiro, em Barra do Piraí (município vizinho a Vassouras). A companheira do jornalista, Maria Aparecida Guimarães, que estava com ele, também foi assassinada.
O casal foi sequestrado na casa de Maria Aparecida, no centro de Barra do Piraí, e levado a um local de pouco movimento. Os disparos foram feitos à queima-roupa.
No site “ Vassouras na Net”, Mário Randolfo criticava personalidades influentes na região, como juízes e políticos.
. O jornalista Paulo Roberto Cardoso Rodrigues, conhecido como Paulo Rocaro, de 51 anos, editor-chefe do Jornal da Praça e diretor do site “Mercosul News”, ambos de Ponta Porã (Mato Grosso do Sul).
Às 23h30 de 12 de fevereiro, Paulo conduzia seu carro pela Avenida Brasil (centro de Ponta Porã), quando foi abordado por duas pessoas que estavam numa moto. O “garupa” disparou mais de 12 vezes contra o jornalista, que foi atingido por cinco tiros. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Nenhum desses quatro casos – todos com características de crimes de encomenda – foram elucidados pela polícia até agora. Um retrato falado do suposto assassino de Décio Sá foi divulgado na quinta-feira (31) pela polícia maranhense.
Avaliação de riscos – Para Marcelo Moreira, da Abraji, o debate sobre a insegurança dos profissionais de imprensa avançou, mas precisa amadurecer. Ele diz que é imprescindível mandar repórteres para a guerra ou para observar a ocupação de uma favela, mas, além do planejamento da segurança, é preciso uma cultura de avaliação de riscos. “É uma visão deturpada achar que segurança é não fazer a matéria.”
Unesco – Moreira diz que o Brasil é um país violento para os profissionais de imprensa. Lembra que o Instituto Internacional de Segurança da Notícia (Insi, na sigla em inglês) coloca, em 2012, o Brasil como o terceiro pior país para jornalistas, à frente apenas de Nigéria e Síria. Por isso, critica a posição do governo brasileiro, que, no fim de março, derrubou, numa reunião da Unesco em Paris, o texto de um novo Plano de Ação da ONU sobre Segurança dos Jornalistas. À época, o Itamaraty afirmou que não é contra o plano, mas o rejeitava devido a procedimentos irregulares.
O veto levou entidades ligadas à imprensa a protestar. Em reunião com a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais, representantes de órgãos como a Associação Nacional de Jornais e a Abraji ouviram o compromisso de o governo criar um observatório de violência contra jornalistas. Tal ideia ressurgiu em audiência na Comissão de Direitos Humanos do Senado, no dia 28.
Além do observatório, a audiência debateu a proposta de federalização de crimes contra jornalistas, com apuração pela Polícia Federal, em locais onde houver pressão contrária à apuração.
(Gustavo Villas Boas, do Estadão Online, e Oswaldo Viviani, do Jornal Pequeno)


DIRIGENTES SINDICAIS DISCUTEM PLANO DE CARGOS


Diversos representantes sindicais pediram esclarecimentos ao governo do Estado sobre alguns pontos duvidosos acerca do Plano Geral de Carreiras e Cargos dos Servidores do Poder Executivo Estadual (projeto de lei 87/2012), que tramita na comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. O tema foi tratado em reunião realizada nesta quinta-feira, 31, na vice-governadoria do Estado, com a participação do secretário de Estado de Gestão e Previdência, Fábio Gondim.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Pinheiro, fez vários questionamentos, principalmente sobre as perdas salariais acarretadas pela URV. Júlio Pinheiro reafirmou que os servidores não vão abrir mão de qualquer direito que possa ser retirado com a proposta do Governo, referindo-se ao direito dos servidores estaduais de cobrar na justiça a reposição das perdas. “Não vamos discutir direitos garantidos aos trabalhadores”, reforça.
Outro ponto, alvo de questionamentos, é se o Plano proposto pelo governo vai impedir a aplicação do Estatuto do Educador, que está em reta final de negociação com o governo do Estado. O secretário Fábio Gondim assegurou que o Plano Geral não inviabiliza o Estatuto. “Os trabalhadores em Educação não estão proibidos de ter plano próprio. O Estatuto do Educador em discussão vai valer”, garantiu.
A possibilidade de o servidor aderir ou não ao plano proposto pelo governo também tem gerado mal estar entre os dirigentes sindicais. Júlio Pinheiro interpreta essa alternativa como prejudicial. “Consideramos um ato sumário, pois deixa o servidor optar ou não, o que parece que o PGCE não contempla todos de forma significativa”, argumenta Júlio Pinheiro. O PGCE também condiciona os futuros reajustes anuais dos servidores estaduais à receita liquida. Os dirigentes sindicais reivindicam a revogação deste dispositivo. “Não podemos ficar reféns da arrecadação do Estado”, afirma Júlio Pinheiro.
Estatuto do Educador-Também nesta quinta-feira, os diretores do Sinproesemma reuniram com o secretário de Estado de Educação, João Bernardo Bringel, que está de saída da pasta. Porém, não houve avanços na reunião. O governo alegou novos pontos de discordância, prorrogando mais uma vez o envio do Estatuto à Assembleia Legislativa. Agora, querem revisão na tabela salarial e nas regras para eleição dos diretores de escolas. Mais uma reunião foi marcada para a próxima segunda-feira, 4.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Categoria reafirma posição de não aceitar ampliação da jornada de trabalho


Após a consulta realizada junto aos educadores, em todas as regionais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinproesemma), na qual a categoria rejeitou a proposta do governo de ampliação da jornada de trabalho, na rede pública estadual de educação, a direção do sindicato vai reafirmar, em negociação com o governo, a posição do sindicato e da categoria de manutenção da jornada de 20 horas e a inclusão de uma nova jornada de 40 horas na rede.
“A existência de duas jornadas na rede, de 20 e 40 horas, inclusive, foi amplamente discutida e defendida nas assembleias de debates e deliberações que foram realizadas ao longo da construção do Estatuto do Educador”, ressaltou o presidente do Sinproesemma, Júlio Pinheiro.
Segundo o sindicalista, com a inclusão da jornada de 40 horas, a categoria chegará mais perto de conquistar a dedicação exclusiva, com salários melhores e melhor qualidade de vida para os educadores que fizerem a opção por esse regime. “Assim, o educador não terá necessidade de outro emprego, se dividindo em duas redes de ensino, o que gera grande desgaste para o trabalhador”, explica.
Nas regionais, os educadores disseram não à intenção do governo em ampliar a atual jornada de 20 horas para qualquer acréscimo, seja de 30, 24 ou mesmo 21 horas. “A categoria só aceita se for a inclusão de mais uma jornada de 40 horas e não a ampliação da jornada atual. E vamos dizer isso ao governo na reunião que será realizada nesta quarta-feira, 30, prevista como a última do processo de negociação em torno do Estatuto do Educador. A consulta nas regionais serviu apenas para reafirmar uma posição já definida, desde o início das discussões, em assembleias, na elaboração do Estatuto”, esclarece Pinheiro.
Encerrando a pendência sobre a jornada, nesta reunião, o Sinproesemma vai exigir que o governo envie, urgente, a proposta do Estatuto do Educador, até esta sexta-feira, 1º de junho, à Assembleia Legislativa, prazo previsto para encerrar a gestão do atual secretário de Estado de Educação, João Bernardo Bringel, que responde também pela Secretaria de Estado de Planejamento e deve desacumular os cargos.
“Não podemos deixar essa tarefa para um novo secretário. Queremos encerrar essa etapa no final desta semana”, conclui o presidente do sindicato.